O Brasil não trouxe o hexa, mas a Copa do Mundo deixou bons frutos na cobertura da Agência Brasil. Para além do factual das disputas em campo – e fora dele – encontramos nesse último mês e meio reportagens diferenciadas, de contexto, sociais e de meio ambiente relacionadas direta ou indiretamente ao mundo da bola.
Enquanto o Copa na Favela levou turistas para conhecer os locais onde os moradores jogam bola na Rocinha e no Vidigal, no Rio de Janeiro, e assistir aos jogos do Brasil na comunidade, também no Rio as ruas competiram para ser a mais enfeitada para o torneio. Incluindo uma rua na Vila Cruzeiro que foi cenário do macabro resultado de uma operação policial em outubro. O local onde dezenas de corpos foram enfileirados ganhou pintura de artistas da comunidade para ressignificar o ambiente.
No meio-ambiente, soubemos sobre o fim do risco de extinção da águia careca, animal que foi um dos mascotes da Copa deste ano. Enquanto o tatu-bola, que foi representado como Fuleco no mundial do Brasil em 2014, continua em perigo na lista do Ibama. Muita gente quer esquecer a Noruega, que eliminou o Brasil nas oitavas de final. Mas o país nórdico é o principal investidor do Fundo Amazônia, criado em 2008, e também é sócia no Fundo Florestas Tropicais para Sempre.
Quem conhecia Cabo Verde antes do goleiro Vozinha ser a estrela do empate em zero a zero contra a Espanha? Seleção que, aliás, venceu a Argentina na final e se consagrou bicampeã. A estrela apareceu na Agência Brasil pelas mãos da parceira da TV Brasil Telesur, que conseguiu uma entrevista exclusiva com Vozinha. Também de Cabo Verde, a cantora Mayra Andrade afirmou que a participação do país na Copa do Mundo 2026 foi “um momento fundador da nossa identidade coletiva”.
Na área econômica, a cobertura se preocupou com o avanço das bets, onipresentes nas publicidades durante a transmissão dos jogos e com pesquisas que apontaram o aumento das apostas no Brasil. Os casos de racismo não passaram em branco, com reportagem reunindo as ações dentro e fora do campo para combater falas, atos e postagens racistas no futebol.
Na abordagem humanizada das pautas, conhecemos a história de Seu Simão, de 91 anos, que acompanhou sua vigésima copa apostando no hexa. E a história dos hospitais públicos do Rio de Janeiro que fizeram lembrancinhas especiais para os bebês que nasceram durante o torneio.
Também pudemos conhecer um pouco da África do Sul e as semelhanças que a unem ao Brasil, além das mesmas cores do uniforme da seleção. Ambos países compartilham características socioeconômicas e políticas, além de defenderem posições na geopolítica internacional que convergem.
Finalizamos a lista com uma joia da Radioagência Nacional: uma mensagem de incentivo e expectativa para a próxima Copa do Mundo de Futebol. No caso, a feminina, que será no Brasil no próximo ano. E já inspira nossas meninas em todo o país: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/esportes/audio/2026-07/brasil-vive-expectativa-pela-copa-do-mundo-feminina-de-2027.
Confira a cobertura completa da Agência Brasil: https://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/copa-do-mundo-2026.
